As novas tecnologias estão transformando completamente os ambientes de trabalho. É bem provável que você ou alguém que você conheça tenha atualmente um trabalho home office graças à internet. Apesar da popularização do formato nos últimos anos, principalmente em empresas da área de TI, é preciso preparar-se para atuar de maneira remota.

Quem começa em um trabalho home office, seja somente em um dia da semana ou todos os dias, passa invariavelmente pela fase de adaptação. Afinal, a alteração do local de trabalho de uma equipe impacta em uma série de mudanças comportamentais, tanto para quem trabalha de casa, quanto para quem eventualmente permanece na sede da empresa e precisa relacionar-se com os colegas remotos. É repensado onde, como e quando se trabalha, por onde se comunica e ainda em de que forma se dá a socialização, por exemplo.

Ainda que seja um desafio considerável, a perspectiva é positiva em termos de aderência ao modelo de trabalho home office. Pelo menos é o que indica uma pesquisa encomendada pela Microsoft ao Ibope Conecta em julho de 2018 que revelou que, para 85% dos profissionais brasileiros, a experiência de realizar uma reunião remotamente já não deixa nada a desejar em relação aos encontros presenciais. Segundo o estudo, realizado com 1.500 profissionais de diferentes níveis hierárquicos, mercados e profissões, quase metade dos respondentes (47%) dizem participar de meetings que acontecem virtualmente, principalmente aqueles que têm entre 25 e 34 anos (52%).

Ainda de acordo com o estudo da Microsoft, a flexibilidade de horário (68%) e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar a partir de outros ambientes que não necessariamente o escritório (62%) figuram no topo da lista de elementos que mais caracterizam um ambiente de trabalho moderno para os profissionais brasileiros. Esses também são aspectos que sustentam o que chamamos de Futuro do Trabalho.

Para facilitar seu caminho em direção a um trabalho home office na área de TI, listamos estas 4 dicas. Veja:

1. Gerenciar o tempo de trabalho home office

Em um trabalho home office, saber fazer a gestão de tempo é imprescindível. Quando essa variável é monitorada, as pessoas desenvolvedoras podem ter mais clareza no momento de definir a deadline de um projeto, além de serem mais organizadas e produtivas.

Assim, é eliminada a sensação de estarem atoladas de tarefas e, consequentemente, podem passar mais tempo com a família, amigos ou fazendo o que quiser.

Já para as empresas, acompanhar a gestão do tempo de cada profissional é importante, por exemplo, para estipular ou concordar com os prazos de entrega de cada tarefa. Com essa noção, um gestor de projetos pode indicar se determinado desenvolvedor deve ficar full time ou part time em um projeto. Também podem identificar quando uma pessoa está pouco ou muito focada, o que se reflete em engajamento.

Existe uma série de aplicativos que podem auxiliar na gestão do tempo em um trabalho home office. O Timely, por exemplo, é capaz de definir os prazos das atividades e ainda permite que uma semana de trabalho seja planejada com antecedência. O aplicativo também possibilita que você estipule quanto tempo é necessário para cumprir determinada tarefa.

Outra ferramenta que pode ser utilizada para monitorar o seu tempo de trabalho é o Toggl. Trata-se de um sistema de controle de horas efetivamente trabalhadas. Em um gráfico, o aplicativo demonstra quais funções estão tomando mais tempo no seu dia-a-dia.

2. Precificar a mão de obra

Definir o preço do próprio serviço está entre as atividades mais complexas de software developers que decidem pela atuação independente, de projeto em projeto, em um trabalho home office. Até porque atribuir valor à própria atividade pode ser, por vezes, algo subjetivo. Mas saiba que uma precificação coerente é primordial para o sucesso nesse tipo de carreira, desde para decidir por determinado projeto ou para propor um trabalho específico para uma empresa.

A primeira dica para precificar a mão de obra é ter uma referência. Pesquise como outras pessoas estão fazendo ao seu redor e tire daí uma média de preço para cada hora trabalhada. Depois, detalhe os custos fixos que terá para ser desenvolvedor ou desenvolvedora de forma remota: luz, internet, equipamentos de tecnologia (inclusive com cálculo de depreciação do dispositivo) e um eventual coworking.

Não se esqueça de levar em consideração os impostos inerentes à atividade, tais como a taxa mensal paga pela formalização enquanto microempresário (ME), que é o caminho seguido pela maioria dos devs. Também inclua no cálculo uma porcentagem adicional que lhe assegure estabilidade em uma situação inesperada, como o gap que pode existir entre um trabalho e outro. As chances de isso acontecer são remotas se você participar de comunidades globais de profissionais de TI como a Impulso Network, onde oportunidades para os mais variados perfis são anunciadas diariamente.

Por fim, lembre-se do tempo que leva para executar cada tipo de tarefa. Em uma primeira olhada, um projeto pode parecer muito vantajoso financeiramente, mas depois é capaz de revelar-se caótico pelo tempo que efetivamente exige para ser levado à cabo. Para a atividade ser lucrativa, além de a receita ser maior do que a despesa, você não pode gastar mais horas do que planejou.

3. Medir a produtividade

Grande parte das empresas aderentes ao modelo de trabalho home office não utilizam mais os aplicativos que fazem screenshot da tela dos profissionais de tempos em tempos para saber se estão trabalhando. No lugar, se atentam às tarefas realizadas, o que fornece uma visão mais assertiva a respeito do prazo e da qualidade do trabalho executado. Isso não quer dizer que não se deve medir a produtividade pelos profissionais.

trabalho home office

Uma forma interessante de acompanhar o que está sendo feito acontece por meio do Basecamp. O aplicativo é útil principalmente para quem trabalha em equipe, como é comum no mercado de software. Pessoas com diferentes responsabilidades podem compartilhar arquivos, definir prazos, atribuir tarefas e ainda centralizar feedbacks até a finalização de um projeto.

4. Saber se comunicar com a equipe

Em um trabalho home office, a comunicação se dá, principalmente, por três vias: e-mail, aplicativos de mensagens instantâneas (como o Slack ou o Rocket Chat) e por videoconferências (por meio do Zoom ou do Skype). Você deve dominar cada ferramenta a fim de executar um bom trabalho. Comece por organizar a caixa de entrada com labels e filtros para tornar mais fácil a visualização das demandas do dia, agrupando os e-mails por tema ou remetente.

Depois, nos canais de mensagens, tenha uma postura objetiva. Se o assunto for complexo, marque uma chamada de vídeo, mas não de última hora. Isso porque em um trabalho home office, a comunicação com as pessoas que integram a equipe será assíncrona. Afinal, pode haver diferenças de fuso horário em um time descentralizado e você terá de saber lidar com isso, sendo da área de desenvolvimento ou gestão.

Se tiver autonomia para isso, pré-planeje as reuniões com data e horário fixo semanalmente para discutir os assuntos com a equipe. Isso elimina aquele tipo de mensagem no Slack (“tem um minutinho para falar?) que interrompe raciocínios e impacta na produtividade do time como um todo.

Tem alguma dica adicional para se dar bem no trabalho home office? Ficou com alguma dúvida? Escreva nos comentários. E continue acompanhando o blog, porque nas próximas semanas vamos explicar como montar a infraestrutura de um escritório remoto para profissionais de TI.