Nos últimos 10 anos, eu descobri que não existe certo ou errado, empresa boa ou ruim, profissional bom ou ruim… O importante é encontrar o match perfeito entre pessoa, empresa e posição — e saber qual jogo que você quer jogar.

O que eu gosto pode ser diferente do que uma outra pessoa gosta. Eu vou gostar de um lugar que outra pessoa iria odiar, por exemplo. Portanto, não há trabalho desagradável. Há pessoas que consideram desagradáveis certos tipos de trabalho. E tudo bem! Por que isso deveria ser um problema? Afinal, seria bem chato se tudo fosse igual.

Nosso trabalho é, em geral, um reflexo do que somos. Logo, se o trabalho nos aborrece, é porque, provavelmente, estamos aborrecidos por dentro. A tarefa mais humilde se transforma em obra de arte quando feita por um artista. Há pessoas que usam todo tipo de desculpa para justificar o fato de terem que fazer trabalhos que detestam. Não são todas, mas, você também deve conhecer pessoas assim… Gente que considera o trabalho um castigo e não uma oportunidade de se conectar consigo e ver como realmente é, encarando o trabalho como um desafio para o crescimento e para o autoconhecimento.

Pessoas, em sua maioria, não conseguem o que desejam. Nem de seus empregos, nem de suas famílias, nem da religião, nem do governo e, o mais importante: nem delas mesmas. Falta alguma coisa.
Em parte, falta propósito. Entre outras coisas, falta um jogo que valha a pena jogar — quem falou sobre isso foi o Simon Sinek, no livro O Jogo Infinito.

Pessoas vagueiam na procura febril de distrações

Seja na música, televisão, BBB, em drogas… quase todos procuram coisas: para usar, fazer, para preencher o vazio e até mesmo coisas para agregar significado à vida. E assim, nosso mundo, rapidamente, se tornou um mundo de coisas. E muita gente vem sendo enterrada nesta abundância.
Num trabalho dos anos 1950, o psicólogo Rollo May fala sobre “The Age of Anxiety” (A Era da Ansiedade). Passou muita coisa desde lá… mas, muitos ainda estão em busca de sentido, de algo em que acreditar, e se fala disso em 2021 como se fosse uma grande novidade. Será que a era da ansiedade retratada por May, nos anos 50, é a mesma que ocorre hoje, em igual intensidade, simplesmente por sermos os mesmos seres humanos imperfeitos de sempre? Será que hoje mais pessoas estão realmente ansiosas, ou, simplesmente, se sabe mais por termos mais acesso à informação?
A percepção de que o mundo está caótico pode nos colocar na posição de achar que está tudo errado e de que precisamos mudar, ou consertar o mundo. Mas, ninguém pode mudar o mundo lá fora todo de uma vez, e, felizmente, não precisamos fazer isso. Podemos começar a agir bem mais perto, dentro de nós mesmos.
Não adianta querermos mudar o mundo para continuarmos os mesmos. Para mudar o mundo, cada um deve, primeiro, mudar a própria vida.
Como você ajuda a sua equipe nessa conexão consigo mesmo? A compreender e mudar a si próprio para, aí sim, poder impactar positivamente o mundo um pouco de cada vez?