O Scrum é o framework mais utilizado no mundo todo, de acordo com o State of Agile Report. Realizada anualmente, a pesquisa estima que 56% do mercado utilize essa metodologia ágil e outra parcela significativa das empresas (19%) faça a combinação com outros métodos, como o Kanban e o XP. Portanto, se você deseja trabalhar com projetos de software, deve familiarizar-se, pelo menos, com o quadro Scrum.

O que é, como funciona e como produzir um quadro Scrum?

É um artefato, ou seja, um produto do framework Scrum. Em resumo, trata-se de uma ferramenta de gestão visual, que torna o backlog visível. Assim como o quadro Kanban, cujo exemplo mais popular é o Trello, o quadro Scrum é utilizado para gerenciar métricas, compartilhar informações, comunicar resultados, realizar reuniões e integrar as equipes de desenvolvimento e de gestão.

Há, inclusive, controvérsias sobre o quadro realmente fazer parte do framework Scrum. No guia da metodologia, por exemplo, não existem menções à estrutura. Polêmicas à parte, o que se vê na prática é a utilização da ferramenta. Isso porque ela se mostra efetiva para o gerenciamento das tarefas e do trabalho como um todo, principalmente por garantir transparência e inspeção – dois pilares do Scrum.

O funcionamento do quadro Scrum é bastante simples. Geralmente, ele se divide em três colunas: a fazer (to do), em execução (doing) e feito (done). Utiliza-se um post-it ou um card para cada tarefa dispostas nas linhas.

É possível, ainda, usar um esquema de cores para identificar o tipo de task, como o vermelho para a correção de bugs. A ideia é que, em uma olhada rápida para o quadro, a pessoa possa ter ideia do quanto já foi feito e do tanto que ainda precisa ser executado.

O quadro Scrum pode ser em feito em um quadro branco, de cortiça, de metal ou até mesmo diretamente na parede. Mas, devido ao fato de existirem equipes de desenvolvimento espalhadas ou trabalhando remotamente, é mais garantido usar uma ferramenta online, que pode ser sincronizada com outros softwares usados pela equipe (como o Rocket Chat, que usamos na Impulso Network).

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quadro scrum

3 curiosidades sobre o framework (e o quadro) Scrum

A metodologia ágil mais popular na gestão de projetos de software vai muito além do quadro Scrum. Veja, abaixo, três curiosidades relacionadas a ferramenta visual que você deve saber antes de integrar um time que é guiado por esse framework:

1. Tanto o quadro quanto o framework Scrum são adaptáveis

Dependendo da complexidade do projeto, é possível acrescentar outras colunas ao quadro Scrum, além daquelas que destacamos acima. Você tampouco precisa de reuniões diárias de 15 minutos feitas em pé e no mesmo local para alinhar o trabalho do time de desenvolvimento. As sprints, que são os ciclos de interação, também podem variar de uma a quatro semanas, e não necessariamente durar 14 dias.

Isso quer dizer que o quadro e o framework são adaptáveis à realidade de cada projeto ou empresa.

O importante é que as ferramentas e o método façam sentido dentro do guarda-chuva da filosofia ágil.

2. Não há como montar um quadro Scrum sem uma reunião de sprint

O escopo do projeto contém todos os itens que devem ser entregues. Juntas, essas tarefas, que são feitas em sprints, geram o incremento do produto e, posteriormente, o produto final.

A primeira reunião de sprint é uma das mais importantes. Nela, dono do projeto e time de desenvolvimento vão definir a quantidade de itens que vai entrar no backlog da primeira sprint para que seja desenvolvido e entregue ao final do ciclo.

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Enquanto o Product Owner (PO) define as prioridades, são as pessoas desenvolvedoras que devem falar o que pode ser produzido em determinado período. A colaboração entre esses dois profissionais é que vai abastecer o quadro Scrum.

Há, ainda, outras reuniões, como a de revisão da sprint. Nessa etapa, o time de desenvolvimento apresenta o produto para o dono do produto (PO), que pode aprovar ou não. Já na reunião de retrospectiva, só participam desenvolvedores(as), que analisam juntos o que funcionou e que não funcionou, com foco total no processo.

3. Existem outras ferramentas para monitorar o andamento do trabalho

Não é só por meio do quadro Scrum que é possível conhecer o status de um projeto de software guiado por esse framework. O gráfico Burndown x Burnup é um exemplo de artefato complementar capaz de proporcionar esse tipo de informação. Outro é o calendário Niko-Niko, que também acaba sendo um “irradiador de informação”.

Conclusão

Você pode dominar o quadro Scrum e qualquer outra ferramenta, mas se não mudar o mindset de gestão tradicional para gestão ágil não vai atingir os objetivos. Portanto, é preciso abrir mão de processo, cronograma e reunião de status para focar em colaboração entre as pessoas que participam de um projeto de software.

Esse, aliás, é o diferencial da filosofia ágil, que vai além de dominar todas as técnicas e envolve uma mudança de pensamento, ação e comportamento.

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Você usa ou ja usou o quadro Scrum? Qual e a sua opinião sobre a eficiência desse artefato? Escreva abaixo e vamos continuar a conversa pelos comentários.