Se você é gestor ou empreendedor, certamente, precisará tomar decisões importantes. O problema é que, muitas delas, são moldadas pelo viés de confirmação. Isto é, quando há a tendência de interpretar problemas de acordo com as crenças pessoais. O Data Driven é justamente uma das formas de contornar isso.

O termo tem origem no universo da ciência de dados, e é relevante na área de TI. Isso porque a ideia traz à tona as novas possibilidades de coletar e trabalhar com volumes altos de dados, melhorando, assim, a tomada de decisão.

Na época mais mensurável da história, em que empresas como o Google assimilam 1 petabyte a cada 72 minutos, rejeitar os dados pode levar à perdas significativas. Por isso, decidimos trazer algumas dicas para te ajudar a colocar em prática o Data Driven na sua empresa. 

Também abordaremos quais são os pontos que você não pode deixar de prestar atenção. Vamos lá?

Como implementar a cultura Data Driven?

O Data Driven ajuda a burlar o efeito Dunning-Kruger. Isso ocorre quando temos pouco conhecimento de um assunto e acreditamos saber muito. Portanto, existem vários pontos que você pode prestar atenção, a fim de trazer ideias para sua empresa. Listamos alguns deles nos próximos tópicos:

1. Transforme o Data Driven em uma prática de gestão

O ideal é o Data Driven começar no topo (pelas lideranças), com uma gestão que valoriza decisões baseadas em dados. Aqui, a regra de dar o exemplo também vale. Por isso, gestores que reconhecem o tempo e o investimento exigidos pela organização de dados trazem à tona o valor da análise para os demais colaboradores.

2. Selecione boas métricas

A ideia representada pelo ditado “o que não pode ser medido, não pode ser melhorado” é verdadeira. Vale selecionar as métricas mais relevantes e se dedicar na sua coleta, assim como no seu monitoramento. Uma prática comum é a seleção dos indicadores mais importantes na forma de KPIs.

3. Aposte no diálogo com os usuários

O diálogo com os usuários é um dos pontos mais importantes, especialmente, em relação aos clientes internos. Afinal, são eles que têm a experiência no processo e podem fornecer valiosos insights. 

4. Deixe a ciência de dados próxima do negócio

Os cientistas de dados são multidisciplinares e costumam ter conhecimentos sobre matemática, negócios e sistemas da informação, ajudando em boa parte do trabalho em Data Driven. O ideal é manter esses profissionais próximos da empresa, aumentando a sofisticação analítica.

5. Corrija rapidamente os problemas de acesso

Um dos principais desafios da implementação de uma cultura baseada em dados é a democratização do acesso. Isso porque existe a exigência das informações em várias partes da empresa. Desta forma, vale pensar em iniciativas para cada setor.

Além disso, uma das formas de contornar esta questão é reorganizar dando acesso universal a apenas alguns arquivos por vez, escolhendo sabiamente os primeiros dados disponibilizados. Uma dica aqui é priorizar os sistemas integrados como atalhos.

6. Registre a incerteza

Embora dados ocupem um papel central nas empresas, sempre há margem para erros. Por isso, é importante pedir para os profissionais serem claros sobre o nível de incerteza. Assim, há o teste constante da confiabilidade das informações.

Uma das traduções que você talvez tenha visto para Data Driven é “orientado por dados”. A razão é simples. O processo valoriza o planejamento com base em informações reais. Assim, há melhores decisões e maior valor para a marca.

O Data Driven pode contar com alguns aliados. Existem várias ideias úteis, principalmente, na hora de gerir o tempo. Isso inclui metodologias ágeis, delegação de tarefas, revisão de processos, treinamentos e por aí vai.

Está a fim de saber mais sobre como usar os dados a favor da sua empresa? Então, não deixe de ler o post em que abordamos sobre o guia completo da Lei Geral de Proteção de Dados, escrito pelo nosso CTO!