*Artigo publicado originalmente no Linkedin

Kari, quero me tornar remoto(a), por onde eu começo?

Outro dia essa pergunta surgiu de um bate-papo e achei pertinente trazer pra cá.

1. Acreditar no modelo

O ponto inicial, na minha visão, é acreditar de verdade nesse modelo. Todo mundo que conversa comigo ou com qualquer um da empresa, consegue sentir na vibração que emitimos, o quão apaixonados por esse formato nós somos. É por isso que ele funciona.

Porque é uma cultura na empresa, que vem de cima pra baixo e se espalha facilmente. Então o primeiro passo é acreditar. 

2. Mudar o mindset

A segunda coisa seria a mudança de mindset, se desprender do que normalmente é controlado nas empresas tradicionais. Não dá pra se preocupar com horário, por exemplo. É preciso focar na entrega de valor, focar em resultado. E veja bem não estou dizendo ser irresponsável com o tempo dos outros, estou dizendo que essa forma de cobrança não se sustenta.

Não chega a ser mais uma etapa, mas é importante mencionar aqui a importância de ter colaboradores com um perfil mais autodidata e de autogestor. Porque é um trabalho de confiança em que muitas vezes outras tarefas só começam a partir do momento em que você entrega a sua. Sendo assim, ter esse comprometimento e essa visão mais macro do negócio é importantíssimo.

Isso inclui também ter uma boa comunicação, cuidar para que as informações importantes estejam nos canais corretos, endereçadas para quem precisa ler. Para que sejam claras, objetivas, tenham datas para retorno.

Em toda empresa, seja remota ou não, o fluxo de informações que circulam é sempre imenso. Mas na empresa presencial, você desamarra elas muito mais rápido. No remoto, qualquer ruído pode demorar mais a ser descoberto, portanto o caminho mais seguro é a manutenção de tudo isso. Revisar o processo com mais frequência.

3. Ter processos que funcionem bem para todos

O passo seguinte pra mim é ter um sistema com processos que funcionem bem para todos. E aqui incluo ter as ferramentas certas e cada um ser capaz de dar visibilidade das tarefas que estão sendo cuidadas. Trabalhar no escuro gera ansiedade para todos. Então quanto mais fácil for essa visualização, melhor flui o trabalho.

Para concluir…

E, para concluir, vou deixar uma curiosidade. Eu vejo que muitas empresas ainda não se percebem como um trabalho remoto, apesar de adotarem processos semelhantes. Pense nas empresas com filiais em diversas cidades e que precisam trabalhar por call ou obedecendo modelos mais transparentes para que qualquer setor consiga entender os estágios de determinadas tarefas.

Apesar de não se verem dessa forma, em tempos de Coronavírus paralisando muitos mercados, seriam típicos exemplos de negócios, com um ótimo plano de contingência para continuarem operando e garantindo a segurança dos funcionários. Porque essas já experimentam no dia a dia doses do poder do trabalho remoto.

O processo de transição pode variar muito de empresa para empresa, mas pensando nessas com um pé no trabalho remoto e outro no modelo tradicional, eu diria que esse é um bom start pra quem quer virar totalmente a chave.

Me conta aqui se ajudou a clarear as suas ideias.