Não importa o segmento, o tamanho da empresa ou quem são os gestores. Existem sete desafios na gestão de times e projetos que se repetem com frequência e merecem toda a atenção para que a empresa esteja sempre ganhando mais e mais tração.

Mesmo as empresas mais maduras, em algum determinado momento, podem enfrentá-los. Meu conselho é: 📝pegue a listinha abaixo, divida com a equipe e busque por melhorias.

Todas as vezes que priorizei melhorar cada um, o resultado na produtividade superou qualquer expectativa.

1. Backlogs parecem infinitos e descontrolados

Sabem aquelas listas infinitas que, no final do dia, parece que só cresceram?! Este sentimento é bem comum e é real. Sempre temos e queremos fazer muito mais coisas do que nosso tempo, orçamento e/ou a capacidade do nosso time permite. Então, com muita frequência, terminamos o dia com mais itens no backlog.

Os backlogs precisam fazer sentido e terem um fluxo. Caso contrário, os trabalhos vão ficando presos e as pessoas frustradas. Não é uma tarefa fácil, mas, é importante termos consciência de que é preciso fazer parte do dia a dia a ação de revisar, priorizar e, principalmente, cortar itens que não fazem sentido por qualquer que seja a razão.

2. Projetos não planejados viram prioridade de uma hora para a outra

Quantas vezes aquele planejamento todo bonitinho foi pro espaço de uma hora pra outra porque, em uma reunião, surgem diversas outras prioridades? Aposto que com frequência.

Nessa hora, vale lembrar que planejamento é um organismo vivo e que serve para ajudar, mas nunca para travar ninguém. Os contextos mudam e as estratégias também. Precisamos estar prontos para essas mudanças. Para isso, nada melhor do que ter visibilidade de tudo que precisa ser feito, até quando e quais são as suas prioridade. E neste item, coloquei como um desafio seu conhecer a capacidade de entrega do seu time.

3. Pessoas estratégicas saem do time e levam com elas o conhecimento do projeto

Quanto mais a pessoa se integra, mais ela fica responsável pelo seu guarda-chuva de responsabilidades. Além disso, mais a equipe se acomoda a não interferir e confiar. Acontece que, quando esta pessoa vai embora, ela leva com ela todo o conhecimento do projeto que estava tocando.

Este é um problema frequente em várias empresas. E, o pior, todo mundo sabe e, mesmo assim, paga pra ver. Você está atento(a) a isso?

Não perca de vista! Crie duplas ou trios de trabalho. Invista em uma base de conhecimento e em momentos de troca entre as pessoas do seu time.

4. Não estar preparado para receber novas pessoas

Projetos indo bem, tem que contratar mais gente. Tudo maravilhoso, certo? Sim, se a passagem de bastão estiver minimamente organizada — coisa que quase nunca acontece.

Organizar todo o caminho das pedras para facilitar a vida de quem chega pode dar bastante trabalho. Mas, a economia de tempo posterior compensa.

Cada minuto que a pessoa fica sem fazer nada é grana que está indo embora. Portanto, cuide bem do onboarding dessas pessoas.

5. Ramp-up lento de pessoas novas no time

Se eu não tenho esse onboarding pronto, o ramp-up, ou seja, a fase de início da equipe nova, vai levar muito mais tempo do que deveria. E, de novo, cada minuto de uma nova pessoa mal aproveitado é dinheiro desperdiçado. Além de criar em quem chega, geralmente, cheio de energia e motivação, um sentimento de desamparo.

Além de uma base de conteúdo, uma estratégia legal é cada nova pessoa ter alguém do time “responsável” por mostrar os primeiros passos, desenrolar os primeiros desafios e mentorar nas primeiras tarefas.

6. Não há tempo suficiente para desenvolver, engajar e motivar as pessoas no dia a dia

Os backlogs estão lotados, planejamentos sendo furados, onboardings confusos… o tempo para desenvolver e engajar pessoas acaba ficando mais curto – o que não pode acontecer. Empresas são feitas de pessoas e elas precisam, sim, de atenção. Inclusive, quanto mais proximidade, mais a produtividade aumenta. Por mais insana que a sua agenda esteja, faça pequenos bloqueios para conversar com as suas pessoas. Aproveite este tempo para conhece-las, trocar feedbacks e criar junto com elas estratégias de crescimento profissional.

7. Falta de sintonia entre os integrantes do time e problemas hand off

Como um time de 5, 10, 30 pessoas interagem, conversam e passam processos, ou parte deles, de uma mão para a outra? Na teoria, pode parecer muito fácil. Mas, na prática, o que geralmente acontece é que o piloto automático de todo mundo pode criar um afastamento. E, principalmente, um desalinhamento sobre quais são os resultados que esse time deseja alcançar, assim como o que precisa, efetivamente, ser feito.

Qual ou quais desses itens te soam familiar? 🤔