O primeiro passo, no entanto, é aceitar que, simplesmente, não há esses 5 passos que de fato ajudam pessoas a tomarem decisões para suas vidas profissionais.

Entretanto, aqui vai uma reflexão sobre a ansiedade pelo crescimento, a super exposição que a tecnologia traz sobre nós, e a nossa capacidade de dizer não para as coisas certas nos momentos mais adequados.

Uma geração que nasceu em meio a produtos digitais, que desempenham um papel tão importante quanto os produtos físicos, normalmente, tende a normalizar o imediatismo das informações. Assim como os aprendizados-relâmpago, as construções sociais são, muitas vezes, líquidas e instantâneas. E, é claro, a evolução profissional que deve vir num piscar de olhos.

Especialmente com a pandemia, a tecnologia vem solidificando benefícios incríveis, como: poder nutrir e manter relacionamentos com familiares e amigos apesar das distâncias. Além disso, há também a oportunidade de estudar em qualquer instituição que desejarmos ou trabalhar para qualquer empresa do mundo. O céu é o limite.

Foi-se o tempo em que era necessário entregar currículos para conseguir um emprego — pelo menos, para quem atua na área de tecnologia. Com o mercado aquecido e, é claro, uma boa formação e experiência, os empregos vem até você mesmo que você não queira.

A vida é feita de muitas escolhas (e decisões difíceis)

Já presenciei alguns dilemas em que era necessário fazer uma escolha difícil. Entre permanecer em uma empresa, por exemplo, ou aceitar uma proposta, muitas vezes, financeiramente “inegável”.

  • Como decidir?
  • De que forma consigo pesar prós e contras?
  • De que modo posso medir perdas e ganhos entre ficar ou ir?
  • Como não se sentir maluco por negar uma oportunidade incrível?

Uma das delícias de permitir-se amadurecer é poder usufruir da liberdade de poder dizer não. Infelizmente, as perguntas acima não tem uma resposta certa. Mas, acredito que colocar tudo no papel sempre ajuda a organizar os pensamentos. Logo, uma vez que o lado mais pesado esteja nítido, o não deve ser dito ao lado mais leve, sem medo.

Com o tempo vejo que a gente vai ficando bom em escolher, que vai aprendendo que as coisas valiosas de verdade levam tempo pra serem construídas — como boas amizades ou o aprendizado profissional em si.

E crescer não significa deixar de errar. Mas sim aproveitar as delícias de reconhecer as próprias prioridades e seguir nossa verdade.