Durante os últimos anos, tenho liderado times de tecnologia remotos e de alta performance. A gestão de pessoas, as novas funcionalidades dos produtos, as expectativas do próprio time e dos clientes criam um ambiente complexo em que métricas revisadas periodicamente são fundamentais para o planejamento de cada equipe, serviço e produto.

Especialmente no último ano, tenho estudado o assunto para acompanhar o fluxo de trabalho e o conjunto das métricas que usamos precisam nos ajudar a:

  • Entregar mais
  • Entregar mais rápido
  • Entregar com mais qualidade

Por dois motivos não posso afirmar que cheguei a novos indicadores revolucionários: são métricas existentes na literatura de várias áreas de conhecimento e nenhuma delas permaneceram estáticas em uma mudança de semestre por aqui, provando que a aplicação de cada uma delas está em evolução.

Indicadores

Neste primeiro momento, quero destacar três:

  • Lead Time – Prazo de Entrega
  • Throughput – Taxa de Transferência
  • Flow Efficiency – Eficiência do Fluxo

1 – Lead Time (Prazo de Entrega)

💡 Lead time é o período entre a criação de uma nova tarefa no seu fluxo de trabalho e sua saída final do sistema.

Inicialmente, a descrição parece suficiente, mas a partir do momento em que uma demanda é solicitada ou descoberta até o momento em que temos as informações necessárias para iniciá-la, há muita imprecisão devido a descartes, análise de negócio e avaliação técnica. Com base nessa imprecisão, o mais adequado é iniciar a medição depois do “ponto de comprometimento”. Ou seja, em uma fase do seu fluxo em que um membro do time está comprometido ou tem capacidade de iniciar a solicitação.

2 – Throughput (Taxa de Transferência)

💡 O throughput é o número de itens que percorrem um sistema ou processo.

O throughput é uma das métricas Lean mais relevantes e vai indicar o quanto o seu fluxo é produtivo ou não. Pensando em previsibilidade do movimento das demandas dentro de uma fila, a taxa de transferência é uma variável importantíssima para todos os envolvidos no fluxo de trabalho.

3 – Eficiência do Fluxo

💡 Eficiência do fluxo é a razão entre o tempo total de todas as fases de atividade de uma demanda e o tempo total necessário para entregá-la — incluindo as fases de espera.

Embora sejamos tentados a otimizar as fases “ativas” (desenvolvimento, revisão, homologação) do nosso fluxo, a Eficiência do Fluxo esclarece o quanto as fases de “inatividade” (aguardar alguém puxar para desenvolvimento, esperar revisão, homologação ou deploy) tem impactado em nossa entrega. A partir dessa informação, é possível propor mudanças em fases de atividade e inatividade que realmente impactem nos resultados finais.

Concluindo

Ter métricas, seja como indicadores para tomadas de decisões ou resultados chaves (OKR, KR e KPI) de um período, é fundamental para entender as reais deficiências do fluxo, quais são seus objetivos e evitar que todas as decisões sejam tomadas com base nos sentimentos dos integrantes ou pressão dos clientes.

Por mais que os sentimentos dos envolvidos devam ser respeitados, a sabedoria do time somada aos resultados das métricas semanais são combustíveis fundamentais para evoluções contínuas.

Show CommentsClose Comments

Deixe seu comentário